A Advocacia e as mídias digitais

Gisela Cardoso 5

Vivemos em um momento diferente, mas a OAB tem regras claras em relação à publicidade na Advocacia. Ela sempre foi muito limitada, muito engessada, o que a meu ver é correto até para evitar que aqueles grandes escritórios que têm poder econômico muito alto terminem se sobrepondo, alcançando maior número de jurisdicionados do que aquele advogado que tem um escritório menor e menos poder econômico.

Nesse ponto eu acho que as regras devem ser bem específicas, devem ter as suas limitações. Agora, em relação à publicidade nas redes sociais, essa é uma realidade. A gente não pode mais negar hoje que as redes sociais fazem parte do dia a dia da população, que é um meio onde as pessoas podem atingir determinado público com informação, com apresentação. Elas precisam ser inseridas no dia a dia, com a regulamentação necessária.

O Conselho Federal recentemente publicou um provimento com regulamentações nesse sentido, que a meu ver merecem alguns ajustes, mas é uma realidade. Hoje as redes sociais são os canais de comunicação mais utilizados pela população em geral, e a Advocacia não pode permanecer alheia a essa evolução na comunicação, observando sempre as restrições necessárias no tocante à propaganda e publicidade. O Provimento tem bastante pontos a serem observados, mas evitar o uso do poder econômico para movimentar essa publicidade… como é que faz esse controle? O Provimento precisa de ajuste.

A exposição de questões pessoais, ostentação da vida pessoal, isso aí pra mim não tem como fazer controle e limitação, sobre o que o advogado posta nas suas redes pessoais, sobre a sua vida pessoal, sobre as suas viagens. Isso aí precisa ser ajustado. Mas o Provimento ainda está em discussão, e cada dia precisa ser ajustado e adequado à nossa realidade.

 

Gisela Cardoso é Advogada, candidata à presidência da OAB-MT nas próximas eleições.

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