Consciência: complicado ou inexorável?

CONSPIRAÇÃO CONTRA A POLÍTICA NACIONAL

Por José Lacerda

A consciência da consciência, isto é, o saber que temos uma consciência é bem recente na história.

É certo que são muitos os que a citam, os que pedem, defendem mais consciência, etc., mas são raríssimos os que buscam entender honestamente o que seja a consciência.

Faço minhas as palavras do Phd. Peter Büttner ao analisar a “Unidade e Legalidade Universal da Consciência”, de Ernest Cassirer:

“Capacitar o ser humano para construir, compreender, vivenciar e transformar o mundo de modo a poder viver feliz com a problematicidade humana, pessoalmente e em sociedade, deve ser a meta mais relevante e mais nobre da educação”.

Desde o início, quero dizer, desde que surgiu o pensamento de realizar um congresso internacional com esta temática, venho pensando que aqui, neste espaço em que vivemos, podemos formar uma base e nos tornar referência na compreensão deste conceito!

Quero significar com isso que vejo possível e muito desejável que aqui, mais e melhor que em qualquer outro espaço, podemos estudar, entender, praticar e difundir uma ampliação do conceito de consciência, tornando-nos referência – sem exageros – mundial!

Está bem, sei que prometi abordar aqui, como parte do projeto o aspecto do Turismo – em que o 1º Congresso Internacional da Consciência e Valores Humanos Universais pode se constituir – mas percebi que a imaginação do leitor pode ir suprindo e até superando o que pensamos inicialmente. Falemos mais adiante.

Meu pensar hoje está insistindo em acreditar podemos mais, podemos (e até intuo ser nosso dever!) formar uma base local com muitos seres que pensam bem, num crescendo simples de estudar – entender – meditar – compreender – experimentar e, por fim, assimilar o conceito de consciência e ainda ampliá-lo, tornando-nos, aqui neste nosso espaço, nada menos que referência mundial no que existe de mais essencial – diria até, de mais sagrado! – na vida e existência do ser humano e, como consequência lógica, de toda a história da humanidade daqui para o seu, nosso, futuro!

Está bem de novo, também concordo que acabo de dizer algo grandioso, que de tão alvissareiro pode aparecer algum tipo de utopia. E é, na acepção de u-topos, o lugar que almejamos e ainda não conseguimos realizar, e que trabalhamos para viabilizar!

Sinto ser uma forma de nos antepor à falta generalizada de consciência e seu caos que se avizinha, e um esforço de saber mais de nossas prerrogativas imensas para uma evolução sem limitações – ao menos até que o homo se torne mais digno de ser chamado sapiens.

Em síntese, parece mesmo complicado, mas entendo ser inexorável este caminho, se objetivamos de fato a construção de um mundo melhor.

Concluo repetindo do meu último artigo um pensamento do criador da Logosofia, Pecotche, por gostar demais dele:

Conseguir que as gerações futuras sejam mais felizes que a nossa, será o prêmio mais grandioso a que se possa aspirar. Não haverá valor comparável ao cumprimento dessa grande missão, que consiste em preparar para a humanidade futura um mundo melhor.  (Pecotche, 1948)

 

José Lacerda é advogado, ex-secretário estadual de Meio Ambiente e da Casa Civil e ex-deputado estadual. 

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