Mediação e arbitragem garante celeridade a ações judiciais

Mediação e arbitragem

As ações judiciais duram em média cinco anos do início até a sentença, por isso são sinônimos de desgaste emocional, tempo perdido e de um resultado nem sempre satisfatório. Esse cenário leva cada vez mais pessoas buscam alternativas aos processos, como a mediação e a arbitragem, modalidades distintas na resolução de conflito.

“Enquanto que na mediação o trabalho é voltado para que as partes recuperem o diálogo e cheguem a um acordo entre si, na arbitragem as partes permitem que uma terceira pessoa, no caso o árbitro, decida o caso”, explica a advogada Melanie Tonsic, presidente da Acordia Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem.

A decisão do árbitro, especialista na matéria discutida entre as partes, tem força de sentença judicial e não cabe recurso, ressalta Melanie.

A presidente da Acordia pontua que a câmara não realiza nenhum tipo de serviço advocatício e que cabe às partes manter seus advogados de forma a direcioná-las para o acordo.

O procedimento arbitral pode ser iniciado de duas formas. Ou já estar previsto em um contrato que conta com a chamada cláusula compromissória, ou por meio de um compromisso arbitral, firmado entre as partes após o surgimento do litígio.

Um dos principais pontos que motivam cada vez mais pessoas e empresas a adotarem a arbitragem é o sigilo. “Hoje, sob todos os aspectos, a arbitragem tem apresentado resultados melhores do que o Poder Judiciário. Agilidade, que reflete em custos, especialização dos árbitros, sigilo, enfim, de qualquer forma que se veja, é a melhor solução para a resolução de conflitos”, finaliza a advogada.

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