Ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, tem busca e apreensão em sua residência

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Rodrigo Janot, ex-procurador

Após oficio apresentado por Gilmar Mendes, nesta sexta-feira, (27.09), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a realização de busca e apreensão, na casa do ex-procurador, Janot. Segundo Alexandre, há sérios indícios de delitos que teriam sido praticados por Janot, tipificáveis, em tese, no artigo 286 do Código Penal (incitação ao crime) e em dispositivos da Lei 7.170/1983, que trata dos crimes contra a segurança nacional.

As discussões entre o ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, começaram em 2017. Quando ainda ocupava o cargo, Janot teve uma série de embates públicos com o ministro Gilmar Mendes. Janot chegou a dizer que iria matar a tiros o ministro Gilmar Mendes e depois se suicidar.

Já Gilmar Mendes se pronunciou dizendo que a filha de Janot, a advogada Leticia Ladeira Monteiro de Barros, prestava serviços na área penal para uma empresa da Lava Jato. E disse ainda que o procurador como o mais desqualificado que já passou pela história da Procuradoria.

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes determina que seja colhido depoimento de Janot e aplica medida cautelar de proibição de que o ex-procurador se aproxime a menos de 200 metros de qualquer um dos ministros e de que acesse a sede e os anexos do Supremo Tribunal Federal. Determina, ainda, a imediata suspensão de todos os portes de arma em seu nome.
As circunstâncias do caso serão apuradas por meio do Inquérito 4781.

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